Estava lendo alguns poemas de Drummond agora há pouco...sobre amor...
Já chorei lendo Drummond na minha adolescência.
Já achei que Amor era aquilo...aquela ânsia...aquela incompletude, busca incessante...a busca não é o Amor. A inquietude não é o Amor. O medo não é Amor.
Pode até ser um tipo de amor, assim, escrito em minúsculas.
O Amor não se encontra...o Amor se aprende...amando...
Engraçado como justamente o maior poeta romântico aclamado pelos leitores românticos (e românticas) de plantão tenha uma visão tão pequena, limitada...efêmera do que é o Amor.
Amor se renova a cada instante...por mágica quando encontramos as pessoas ideais? Não...mas por apreender o Amor...por compreendê-lO...meditá-lO, refletí-lO.
O Amor se renova apartir da inclinação pessoal, da vontade e do movimento amoroso. O Amor se renova ao entendermos a temporaneidade! Não do Amor em si...mas desta vida, sim...deste mundo, desta existência...
Dentro de uma EXISTÊNCIA efêmera, o AMOR sublime e infinito, o movimento amoroso permanente, ainda que em face das maiores barreiras e dificuldades. Essa é a maior vitória...a fé no Amor...assim, com letra maiúscula e coroado de Glória. Ouro puro!
Foi o que os irmãos fizeram...pois a vida é expert em criar barreiras ao exercício amoroso pleno. Nossas barreiras emocionais, nosso medo do ridículo, medo da dor, medo de cair do pedestal, medo de não corresponder...medo...medo...medo...
Misericórdia mútua torna o exercício amoroso em Cristo possível...é carregar as cargas do outro...é ser um par (um trio, um quarteto, uma dezena...), é vivenciar o amor aos trancos e barrancos dessa carne, desse mundo complicado, duro e cruel que a gente vive, o qual nós mesmos alimentamos quando não estamos firmemente olhando pro Rei...quem ainda tiver fé pra isso. Porque sem fé NADA podemos fazer.
